Alimentaria 2012 – Barcelona – Espanha

A partir de 26 de março farei a cobertura diária completa da Alimentária 2012, uma das mais importantes feiras de alimentos e bebidas do mundo.  É um evento de referência cujo sucesso deriva de ofertas altamente especializadas, inovação e um compromisso incansável com a atenção internacional do programa.

26-29 março de 2012, Alimentaria mais uma vez tornar-se-á um centro internacional de negócios para todos os profissionais que possuem vínculos com a indústria de alimentos e bebidas.

NRF 2012 – O exótico e diferenciado ganha terreno

19  de janeiro de 2012.

Nova York Zero Grau. No último dia da NRF ficamos com a impressão de que a crise de 2008, que recrudesce na Europa, por aqui bateu asas e voou. NY é um paraíso de compras e apesar dos números pouco alentadores da economia americana, os varejistas de NYC não tem porque se queixar. Com lojas modernas e altamente tecnológicas, recebem milhões de turistas anualmente que se deliciam com as ofertas estampadas em suas vitrines e gôndolas. O exótico e diferenciado ganha terreno em relação ao básico, ao igual. Cada um no seu foco, no seu estilo trabalha de maneira individual e inovadora cada metro quadrado da loja. Sim, estamos falando de supermercados. Supermercados diferentes, ousados, nada de lugar comum, nada de simples serviço na entrega de alimentos ao cliente. Assim é na Garden of Eden, que mais parece uma boutique. A loja com pouco mais de 500 metros quadrados, mistura uma fina e aconchegante decoração que abusa dos cestos de vime, da iluminação direcionada, das gôndolas de madeira, do suave aroma das especiarias e dos sabores que são ofertados, com o atendimento personalizado e produtos diferenciados e de alta qualidade alcançando um faturamento de 1 milhão de dólares ao mês. Já a Trade Joes, se diferencia na medida em que se apresenta menos boutique e mais rústica, abusando da oferta de produtos private label com bons preços, decora suas lojas com um cuidadoso requinte rústico, trabalhando toda a comunicação visual através de desenhos de artistas locais. Mas a Fairway, com 4 lojas em NYC aposta nos produtos orgânicos, nos produtos especiais para a comunidade judaica, são lojas de aproximadamente 3 mil metros quadrados recheadas cada uma com 20 mil skus que fazem a loja atingir um faturamento mensal equivalente a 10 milhões de dólares. E a Stew Leonardo`s? Esta procura trazer para a cidade os ares do campo, ambientando seus espaços à moda Texana, onde podemos ouvir o mugido do gado quando nos aproximamos dos locais onde se vendem carnes e laticínios. Todas essas lojas tornam fascinante a visita a supermercados, pois nada elas tem em comum a não ser vender alimentos e ostentarem grandes e interessantes faturamentos.

De Nova York para a AGAS, Clara Machado.

NRF 2012 – NYC a cidade do futuro

18 de janeiro de 2012.
Nova York, cidade do futuro. Passeando pela NRF por vezes me sinto como pertencer a um tempo que não é meu, um tempo do futuro, onde tudo é automatizado, sistematizado e cibernetizado. Diversas palestras na feira, tiveram como palco central, a questão da automatização, da sistematização e da cibertização. A NRF é uma feira de tecnologia. O varejo ganhou nova nomenclatura: agora é varejo 3.0. Mas o que vem a ser varejo 3.0? Pois bem, é a inevitável presença das novas tecnologias. É o móbile checkout onde um scanner identifica para o consumidor o preço de cada produto na gôndola e ao final confere item a item no checkout, para só então liberar o pagamento através do cartão de crédito; é o sistema WiFi que através do AR defenser, do RFS management e de redes segmentadas prometem a redução de filas, aumento do ticket médio das lojas e maior qualidade no atendimento; é o RFID que vislumbra um maior aumento de produtividade, redução de erros e diminuição de rupturas e o middleware que promete conectar todas estas tecnologias através de um inventário eletrônico perfazendo a gestão de recursos gerencias. É o e-commerce, o m-commerce que vem dia a dia tomando força e ocupando os espaços que se encontram vazios. Muito se debateu nesta NRF acerca do o futuro das lojas físicas do e-commerce e o m-commerce ( forma mais moderna de comercialização através do móbile phone), entretanto, restou sacramentado entre painelistas, palestrantes e ouvintes, que o futuro que se vislumbra é formado sim por um forte e-commerce, um forte m-commerce e uma igualmente forte loja física. Porém, as lojas físicas deverão acompanhar a evolução dos tempos e terão como papel principal proporcionar ao shopper uma boa experiência de compra. O mundo mudou, o cenário hoje exige agilidade, qualidade e experiência de compra. As lojas físicas do futuro, tem que impor conceitos, propor experimentação, agir como verdadeiras promotoras de seus produtos, proporcionando ao shopper a mais completa intimidade com seus produtos. No conceito de varejo 3.0 é imprescindível termos o e-commerce ativo, o m-commerce estruturado e a loja física atuando como formadora de experiência de compra junto ao shopper.

De Nova York para a AGAS, Clara Machado.

NRF 2012 – Watson, o supercomputador da IBM

17  de janeiro de 2012.

Decorridos três dias do início da feira, já podemos afirmar que há um consenso entre os painelistas e freqüentadores da NRF. Não existe nada mais importante para os varejistas do que o quão bem eles podem entender o shopper. A sessão Critical developments in retail marketing understanding consumers, building brands – “Desenvolvimentos críticos no marketing de varejo entendendo os clientes, construindo marcas”, com Jon Iwata, vice-presidente de marketing e comunicações sênior da IBM explorou como o varejista pode desenvolver insights a partir da produção de dados dos clientes. Jon começou demonstrando a importância da segmentação de mercados, ressaltando a importância de se desenvolver a segmentação por comportamento para se chegar à maior individualização possível. Afirmou, também, que 80% das empresas no mundo trabalham com dados históricos para a tomada de decisão, mas não conseguem trabalhar com dados preditivos. Os dados preditivos permitem ações pontuais que vão ao encontro dos desejos dos clientes, foi o que fez uma padaria alemã verificando que em dias de chuva eram vendidos mais pedaços de bolo e nos dias de sol mais sanduiches, assim antevendo o comportamento dos clientes, quando chovia ofertavam infinitas opções de bolos e quando o sol reinava, apresentavam as mais variadas formas de sanduiches. Trabalhar os chamados dados preditivos, significa compreender dados não quantitativos e sim dados qualitativos, significa extrair a qualidade das informações obtidas através dos shoppers. É enxergar o sentimento que está dentro de cada shopper.

Na sequência, foi nos apresentado o Watson, um supercomputador da IBM, que ganhou US$ 1 milhão no Jeopardy!, o jogo de perguntas e respostas mais popular da TV americana. Watson é um tipo de “equipamento para responder perguntas” que durante décadas deu muito trabalho aos pesquisadores da inteligência artificial – algo similar ao computador da série Jornada nas Estrelas, que entende questões construídas em linguagem natural e que oferece respostas. No “projeto Jeopardy!”, os pesquisadores da IBM tiveram de enfrentar um jogo que não somente requer um conhecimento enciclopédico como também exige habilidades para decifrar frases complicadas e, muitas vezes, obscuras – no jogo, o apresentador oferece uma resposta e o competidor precisa fazer a pergunta correta – além de uma dose de sorte, rapidez e estratégia na hora de apertar um botão. Nesta sessão na NRF foi apresentada uma simulação deste jogo, onde participaram Vicky e Geoffrey Colvin da Fortune, e, obviamente, foram derrotados por Watson.

Mas, supercomputadores a parte, o ponto crucial reside no entendimento da necessidade de se conhecer os desejos do shopper, na obtenção de dados preditivos confiáveis e na conversão para o varejo. A real dificuldade é que dados preditivos, via de regra, são dados não estruturados e para dar inicio a este trabalho devemos começar elegendo um tópico específico e definir para quais perguntas queremos respostas.

De Nova York para a AGAS, Clara Machado.

 

NRF 2012 – NYC a cidade que nunca dorme

16 de janeiro de 2012.
Andando por Nova York tem-se a sensação que estamos andando em ruas de uma cidade que nunca dorme. Espere. Não é sensação, a cidade realmente não dorme! Não importa quantos graus negativos esteja fazendo lá fora, sempre há pessoas nas ruas e o varejo, quase na sua maioria, está de portas abertas 24 horas por dia, 7 dias por semana. É assim na rede de farmácias Duane Read do Grupo Walgreens. Mas, só um momento, falei rede de farmácias? Sim, rede de farmácias, muito embora, circulando pelos corredores da loja tenhamos a impressão de estarmos em um supermercado ou até mesmo em um SPA, dependendo do departamento visitado. A proposta desta loja trás o conceito de conveniência associada ao bem estar do corpo e da mente. Na loja poderemos comprar desde o mais básico medicamento até o aquele manipulado na hora, poderemos também comprar o almoço ou jantar, o sushi ou a comida italiana ou simplesmente a lasanha congelada, o pão, o leite, o yogurte e o cereal. Poderemos optar pelas frutas como laranjas, abacaxis ou morangos, que se quisermos poderemos solicitar que delas seja feito um suco natural na hora. Por outro lado, também temos a opção de fazer uma rápida escova nos cabelos, fazer as unhas para assegurarmos a boa apresentação na reunião da tarde ou comprar um perfume ou maquiagem para uma ocasião especial. E, se estivermos doentes, com um resfriado ou qualquer mal estar, seremos atendidos por um médico. Tudo isso, 24 horas por dia, 7 dias por semana. A principal loja da rede neste formato está localizada em plena Wall Street, coração financeiro de Nova York. Mas será mesmo que estamos falando de uma farmácia? Talvez seja essa a identidade que seus fundadores desejam manter, talvez o negócio central da rede ainda seja a venda de medicamentos, mas certamente o que encontramos nas lojas Duane Read vai muito além do conceito que conhecemos de farmácia, é um espaço que pensa no bem estar completo do seu cliente.
De Nova York para a AGAS, Clara Machado.

NRF 2012 e a economia mundial

 

15 de janeiro de 2012.

Manchetes de notícias recentes de toda Europa nos fazem lembrar de que a perspectiva de uma recuperação econômica – incluindo os efeitos sobre os gastos do consumidor – pode ser muito mais lenta do que o esperado. Em resposta a essa situação, experientes varejistas europeus se voltaram para o que há de melhor e mais moderno na compreensão da experiência do consumidor intermediada por iniciativas de TI com o objetivo de incrementar as vendas e as margens de lucro. Este foi o tema central do painel “Enabling customer experience transformation: a pan european perspective” – Permitindo experiências de compra transformadoras: uma perspectiva pan européia, apresentado por Frederico Santos, CEO do Grupo Sonae,  Riccardo Sperrie CEO da Kaiser`s e Gerd Wolfram, Diretor da Metro Group. As lojas precisam ser cada vez mais atrativas e convenientes aos clientes e a integração da loja física com o e-commerce é um caminho de mão única. Assim, para se ter sucesso é preciso ter em mente que novas tecnologias devem apoiar o modelo central do negócio e identificar este ponto talvez seja um dos desafios a ser enfrentado pelos lojistas. Entretanto, afirmou Gerd, que o maior de todos os desafios é o processo de treinamento das pessoas. O treinamento é fundamental, tornar as pessoas cientes do novo processo, do novo  modelo de negócio que engloba o atendimento na loja física, tanto do operador de caixa, quanto do auxiliar do almoxarifado e expedição que irá selecionar e expedir as compras feitas através do e-commerce é a chave do sucesso do empreendimento. De nada adianta o investimento em TI se o processo não for entendido por inteiro pelo colaborador.

 

De Nova York para a AGAS, Clara Machado.

 

NRF 2012 e os pontos de inspiração

15 de janeiro de 2012.
Na New York da Wall Street, a Coca-Cola direciona suas forças para o design e para os pontos de inspiração dentro dos PDVs. Este foi o recado deixado por Justin Honaman, Vice-Presidente de Varejo Nacional da Coca-Cola, Michael La Kier, Diretor de Marketing da Coca-Cola e Claire Quinn, Diretora Nacional de Shopper Insights da Coca-Cola no painel Breakout Session da NRF 2012 – “Customizing the In-Store Experience to Meet Consumer/Shopper Preference – Customize a experiência dentro da loja para obter a preferência do cliente.
A multiplicidade de canais e o comércio eletrônico, muitas vezes pairam como uma nuvem cinzenta sobre o varejo tradicional e frente a essa realidade, o que fazer para levar o cliente para a loja? Como organizar as categorias? Tudo isso passa por entender o que o shopper quer. Segundo os CEOs da Coca-Cola, precisamos criar nos PDVs os pontos de inspiração para o shopper e neste toar, o design melhora tudo. A Coca-Cola acredita que um design arrojado, moderno e vigoroso é capaz de criar uma vantagem competitiva no varejo. Vantagem essa, que irá se traduzir por inspirar momentos de felicidade e de otimismo no shopper.
Segundo Claire, temos que entender quais os motivos que levam o shopper até a loja – compras mensais? De rotina? De simples e rápida reposição? Como ele faz para “navegar” por entre as gôndolas e qual a velocidade com que realiza esta tarefa.
Diversos fatores influenciam o comportamento do shopper, tais como oferecer a variedade procurada, estar conectado com as ocasiões certas, criar pontos de inspiração e influenciar com mensagens pontuais. Assim, é necessário desenvolver o conceito de preparação para compra, identificando os pontos de inspiração.
Fazer diferente, este é o lema. Bebida não precisa ficar restrita à área de bebidas. A Coca-Cola funciona como complemento da refeição e é este conceito que esta sendo desenvolvido junto ao shopper. Frango assado + Coca-Cola, este é o ponto chave, conclui Michael dizendo: “ temos o produto que complementa a alimentação”.
De Nova York para AGAS, Clara Machado