ICPR das Américas 2018 – Improving Supply Chain Management through Sustainability

Na última terça e quarta-feira foram apresentados no 9thInternational Conference on Production Research – Américas 2018 os artigos:

  1. Sistemas de informação para apoiar a resiliencia de uma cidade ao sul do Brasil de autoria de: Claralucia Prates Machado, Leonardo Lemes, Maria Isabel Wolf Morandi, Miguel Afonso Sellitto, Daniel Pacheco Lacerda;
  2. Sustentabilidade na cadeia de suprimentos da industria de calçados pela otica da dinâmica de sistemas  de autoria de: Claralucia Prates Machado,  Maria Isabel Wolf Morandi, Miguel Afonso Sellitto

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Resiliência pressupõe capacidade de engajamento

Destacado

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O principal componente das cidades, são as pessoas, e essas desempenham um papel importante na mediação do impacto dos fatores e outras interrupções do sistema de governança, bem como, influenciam uns aos outros individualmente. Atualmente existem muitos esforços que visam aumentar a participação dos cidadãos no planejamento para resiliência. Muitos órgãos públicos já perceberam que eles não podem planejar para os cidadãos, mas deve planejar com os cidadãos para que as informações e feedbacks políticos possam fluir em várias direções. Neste sentido, o aspecto principal do planejamento prima pela identificação e comunicação de metas que sejam compartilhadas e claras. Neste caso, a eficácia do desenvolvimento das metas de planejamento é muito variável, dependendo dos níveis de consenso, flexibilidade e abertura existente entre os participantes, bem como a coerência e clareza na comunicação durante esses processos. São condições necessárias para que ocorra a colaboração: diversidade de interesses representados pelos participantes, interdependência dos participantes e diálogo face a face autêntico. Estes são os pontos-chave que suportam probabilidades estatísticas de que a capacidade da rede de um sistema pode contribuir participando para resolver problemas complexos de forma eficaz. A participação do cidadão na tomada de decisão sobre as políticas urbanas e governamentais, e sobre mudanças climáticas em redes têm sido evidenciadas em várias regiões com sucesso, como por exemplo, Durban, África do Sul, Dakar, Bangladesh, Lagos, Nigéria, Hamburgo, Alemanha, Portland, EUA e Cidade do México, e todos eles mostram uma semelhança notável. Contudo, construir uma cultura de engajamento cívico pode melhorar o conhecimento, recursos e a capacidade para uma governança eficaz. Processos deliberativos e participativos, cuidadosamente liderados por pesquisadores em duas localidades no Reino Unido, revelaram uma capacidade latente de engajamento dos cidadãos. Quanto mais transparente se propõe o projeto, para fins de engajar a participação desde o início, os processos tendem a resultar de forma mais eficiente atendendo às necessidades de todos os envolvidos.

 

Dia da Pesquisa – UNISINOS

O projeto de tese “DINÂMICA SISTÊMICA E CENÁRIOS DE APRENDIZAGEM PARA A MELHORIA DE PROCESSOS E RESILIÊNCIA REGIONAL: UM ESTUDO NA INDÚSTRIA DO CALÇADO DO SUL DO BRASIL”, desenvolvido pela Doutoranda Clara Machado esteve entre as dez escolhidas para serem apresentadas no evento Dia da Pesquisa da UNISINOS no último dia 7 de novembro. A apresentação das teses escolhidas foram executadas em 180 segundos mostrando para a platéia as principais abordagens de cada projeto com o objetivo de fomentar a pesquisa e envolver a comunidade.

CLAV 2017 – Congresso Latino Americano de Varejo

Destacado

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Na ultima semana foi apresentado no CLAV 2017 – 10. Congresso Latino Americano de Varejo o artigo Neurociência do consumo aplicada ao mercado da moda: uma análise de campanha publicitária através de software de reconhecimento facial de autoria de Aline Filmann e Clara Machado.

O artigo evidencia que o marketing tradicional busca alavancar as vendas, através da constante busca em chamar a atenção consciente dos consumidores, já o neuromarketing, visa impulsonar as vendas a partir da criação de campanhas publicitarias embasadas na compreensão da mente do consumidor.

O estudo apresentado no artigo procurou compreender o comportamento do consumidor da moda por meio de uma pesquisa experimental aplicada em um grupo de consumidoras de calçados. A pesquisa foi conduzida com o software AffdexMe de reconhecimento facial operado por aplicativo. Foram analisadas e interpretadas sete emoções universais: alegria, tristeza, raiva, medo, nojo, suspresa e desprezo, mais a  atenção, valência e engajamento emocional expressados pelas respondentes.

Os resultados apontaram que o envolvimento emocional é fundamental para manter a atenção do consumidor independentemente de padrões demográficos ou estilo de vida dos respondentes.

Marketing para advogados?

Destacado

Semana passada chegou ao final o curso desenvolvido em parceria com a ADVB/RS de marketing para advogados. O objetivo do treinamento foi despertar nos participantes  por meio de metodologias ativas a importância do pensamento sistêmico estratégico promovendo uma desconstrução de conceitos para a geração da construção de proposta de valor para o negócio.

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Resiliência e capacidade de engajamento

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O principal componente das cidades, são as pessoas, e essas desempenham um papel importante na mediação do impacto dos fatores e outras interrupções do sistema de governança, bem como, influenciam uns aos outros individualmente. Atualmente existem muitos esforços que visam aumentar a participação dos cidadãos no planejamento para resiliência. Muitos órgãos públicos já perceberam que eles não podem planejar para os cidadãos, mas deve planejar com os cidadãos para que as informações e feedbacks políticos possam fluir em várias direções. Neste sentido, o aspecto principal do planejamento prima pela identificação e comunicação de metas que sejam compartilhadas e claras. Neste caso, a eficácia do desenvolvimento das metas de planejamento é muito variável, dependendo dos níveis de consenso, flexibilidade e abertura existente entre os participantes, bem como a coerência e clareza na comunicação durante esses processos. Três condições são necessárias para que ocorra a colaboração: diversidade de interesses representados pelos participantes, interdependência dos participantes e diálogo face a face autêntico. Estes são os pontos-chave que suportam probabilidades estatísticas de que a capacidade da rede de um sistema pode contribuir participando para resolver problemas complexos de forma eficaz. A participação do cidadão na tomada de decisão sobre as políticas urbanas e governamentais, e sobre mudanças climáticas em redes têm sido evidenciadas em várias regiões com sucesso, como por exemplo, Durban, África do Sul, Dakar, Bangladesh, Lagos, Nigéria, Hamburgo, Portland, EUA e Cidade do México, e todos eles mostram uma semelhança notável. Contudo, construir uma cultura de engajamento cívico pode melhorar o conhecimento, recursos e a capacidade para uma governança eficaz. Processos deliberativos e participativos, cuidadosamente liderados por pesquisadores em duas localidades no Reino Unido, revelaram uma capacidade latente de engajamento dos cidadãos. Assim, quanto mais transparente se propõe o projeto, para fins de engajar a participação desde o início, mais resultados positivos tendem a aparecer.

A capacidade de reorganização e a resiliência espacial

Destacado

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O planejamento para a resiliência necessita considerar impactos e os fatores de pressão de dentro e fora das cidades. A antecipação é um desses fatores, pois promove a identificação dos tipos de eventos que o sistema deve ser capaz de prever. A partir das rotinas e antecipações dos eventos, é possível reorganizar as funções e recursos de forma permanente ou, por intermédio de preparativos para a mobilização. Esse processo corresponde primeiro ao que se chama de imunização, para tornar o sistema imunitário para a ameaça, por exemplo, movendo-se para fora de uma área de risco. No entanto a imunização pode, em muitos casos, ser apenas parcial. Um sistema pode ser imune a efeitos só até um certo ponto, o que pode diminuir o impacto de eventos, mesmo quando os limites forem ultrapassados. Isso, então, representa um amortecedor. A diferença entre os amortecedores é que degradam lentamente quando os limites forem ultrapassados. Em ambos os casos, o sistema ganha tempo, para detectar e reagir ao evento em curso, mas, no caso da necessidade de uma resposta mais forte e rápida, recomenda-se uma ação imunizante, que é sem dúvida a estratégia mais forte, mas nem sempre possível. O sistema pode então reorganizar e ajustar a sua capacidade de (a) detectar e compreender o sentido do aparecimento de eventos (monitoramento), (b) ajustar e preparar modos de operação que podem ser mobilizadas após a detecção, (c) ajustar as capacidades das respostas, por si só, organizando a atuação durante a resposta. Também é importante identificar as variáveis como tamanho do sistema, propriedades espaciais como conectividade e estrutura, e variação espacial. Pois as cidades não são apenas sistemas adaptativos ou social-ecológicos complexos, elas também são sistemas espaciais. Isso significa que, a resiliência espacial nada mais é do que, uma interação, em diferentes escalas, entre os atributos espaciais do sistema e os diferentes componentes do sistema (como elementos, interações, capacidade de adaptação, memória e história), que são normalmente incluídos nas definições de resiliência.

O que é resiliência urbana?

A noção de resiliência surgiu pela primeira vez em planejamento urbano na década de 1990, onde os estudiosos consideravam a resiliência como a capacidade de um sistema social para suportar perturbações e se reorganizar na sequência de alterações orientadas a perturbação. Mais tarde uma definição interessante veio das ciências sociais, onde a resiliência foi vista como uma consequência da crescente complexidade, incerteza e insegurança na busca de novas abordagens para a adaptação e sobrevivência.  Estudos mais recentes, realizados por Jabareen (2013) evidenciaram que a compreensão da resiliência muitas vezes vem sendo empregada através de uma concepção limitada. Concentrando-se em um único ou pequeno número de fatores de resiliência urbana, o que pode levar à exclusão de características importantes que afetam o desempenho de uma cidade a partir da perspectiva mais ampla da resiliência. Considerando que, uma cidade tem uma variedade de dimensões, sociais, econômicas, culturais, ambientais e espaciais, a  resiliência em uma concepção mais ampla pode permitir aprender com as experiências passadas, tanto positivas como negativas, e identificar formas de melhorar o planejamento e se preparar para futuros distúrbios, pode permitir criar uma melhor capacidade adaptativa para as condições climáticas que se apresentam, pode preparar respostas para às condições futuras, além de ampliar a visão sobre o ordenamento do território. Cidades resilientes são capazes de absorver, adaptar-se e responder diante das alterações em um sistema urbano. Resiliência relaciona-se com outras metas urbanas contemporâneas fundamentais, tais como a sustentabilidade, governança e o desenvolvimento econômico. Cada uma destas questões é vista através das lentes da capacidade de um sistema urbano transmitir informações e recursos. A resiliência compreendida neste sentido passa a ser o centro dos esforços de planejamento inteligente de uma cidade. Assim, o planejamento para a resistência necessita considerar impactos e os fatores de pressão de dentro e fora das cidades, observando a rede que se forma a partir da cidade. Requer ainda, uma avaliação sobre os componentes dessa rede que são vulneráveis, permitindo obter melhor compreensão sobre como esses componentes facilitam certas interações, e quais as suas capacidades para projetar e influenciar outros componentes a partir destas interações com o objetivo final de alcançar resiliência.