O lado doce de Quebec

Montreal 05 de maio de 2012

Maple tree, Acer, ou ainda Plátano bastardo (pseudoplatanus) é a árvore nacional do Canadá que cresce em regiões de solos inclinados e próximos a rios em invernos rigorosos, estas árvores, que na sua maioria somam mais de 100 anos de idade e cuja folha é o símbolo maior do Canadá, são aproveitadas pela sua seiva, extraída e fervida para produzir o famoso xarope de maple.  A partir do xarope e possível produzir uma linha muito diversificada de produtos, que vai desde o xarope propriamente dito, ideal no acompanhamento de panquecas, sorvetes e carnes ate manteigas, biscoitos, e açúcares capazes de substituir o açúcar tradicional, adoçando cafés e chás de forma 100% natural, tudo isto, acrescido do polifenol que contém, agrega forte atividade antioxidante. Todas essas qualidades e diversidades de produtos que se pode obter a partir do xarope de maple, se encaixam perfeitamente nos novos formatos de loja, estilo gourmet, onde especiarias e produtos diferenciados roubam a cena. O foco deste tipo de loja e justamente atender requintados paladares ávidos por novidades e bem estar. Quebec que responde por 80% da produção de xarope de maple do mundo, vislumbra no Brasil um comprador potencial de seus derivados que são finamente embalados, estão em sintonia com as tendências de consumo de produtos naturais e, por certo ficariam muito bem expostos em nossas lojas gourmet.

 Clara Machado

Montreal, província de Quebec

Montreal, 04 de maio de 2012.

Em Quebec, a única província francesa dentre as 16 que existem no Canadá, surge exuberante, ao redor do parque Monte-Real, idealizado pelo mesmo designer do Central Park, Frederick Law Olmsted a bela Montreal, referência universitária, com suas 4 grandes universidades, duas francesas e duas inglesas impõem a cidade um sabor de juventude e longevidade.  Sensações a parte, Montreal que e o centro da indústria de alta tecnologia na área médica e na indústria aeroespacial, destaca-se também na tecnologia da engenharia de alimentos com a descoberta de uma película de aspecto gelatinoso composta por vitamina C, cálcio e algas que se aplicada aos hortifrutigranjeiros fatiados, tem a capacidade de prolongar a vida útil destes produtos em ate 14 dias após o corte. A revolucionária tecnologia é fruto de um ingrediente comumente utilizado na fabricação de sorvetes, que quando aplicado ao hortifrutigranjeiro tem o condão de aumentar-lhe a viçosidade sem alterar o sabor e a textura. O processo para ser eficaz deve ser realizado em ambiente de atmosfera controlada, em três etapas distintas – o corte do hortifruti, a aplicação da película e acondicionamento. Esta tecnologia embala a grande tendência mundial que aponta para a praticidade e economia de tempo possibilitando ao consumidor produtos processados de acordo com as suas necessidades, excelente qualidade e aparência, maior durabilidade, sem a perda de suas propriedades, viço e sabor.

Clara Machado

FMI 2012 e as novas mídias

Dallas, 03 de maio de 2012

Do Dealey Plaza, lugar do crime mais famoso do mundo, entre mistérios e outras inconfidências, Dallas foi palco para a FMI 2012 uma feira que reuniu todo charme de fornecedores dedicados ao seguimento alimentar, com diversos stands caprichosamente decorados e a perfeita convergência com as “super sessions” e os principais temas amplamente debatidos no momento por todos os que de alguma forma estão envolvidos com o vasto mundo varejista. O ápice dos debates se concentrou no avanço inevitável da tecnologia rumo ao chão de loja e o anseio do novo consumidor em relação à praticidade e celeridade. As novas mídias e suas múltiplas facetas devem ser desvendadas pelo varejo, para delas se extrair os melhores benefícios para o negócio, os novos formatos das lojas físicas e suas propostas também devem estar em plena sintonia com as mídias empregadas para gerar efetivo valor, valor este de interação e intimidade com o cliente. As palavras pronunciadas pelos painelistas em um primeiro momento, parecem conter uma certa dose de obviedade, soando como os badalos de sinos, cujos sons já conhecemos, entretanto, este som, apesar de nos parecer familiar, contem mistérios ainda não desvendados que nos conduzirão por caminhos que inevitavelmente teremos que aprender a percorrer. Com este desafio lançado para a atenta platéia que lá compareceu durante os três dias de feira, a FMI 2012 despede-se de Dallas para em 2013 ancorar em Orlando trazendo os resultados alcançados e as tendências futuras.

Clara Machado

FMI 2012 – inovação e negócios

02 de maio de 2012

Em tempos de copa do mundo no Brasil, nunca é demais falar sobre o Cowboys Stadium, o estádio do Dallas Cowboys. Este estádio, que custou a bagatela de 1,3 bilhões de dólares se localiza em um subúrbio de Dallas, Arlington e pertence ao município, boa idéia para nossos times, que ao invés de dois estádios poderiam ter apenas um, que serviria a toda a municipalidade e pouparia nossas esquadras de vultosos gastos de manutenção, mas daqui da FMI quem nos da uma lição sobre novas ideias é Terry Jones da Kaiaki  e mentor da Travelocity, primeira agencia de turismo “.com” da América. Terry iniciou sua apresentação afirmando que o empresário, seja ele varejista ou fornecedor não aprendeu a relacionar-se com o seu cliente, vivemos hoje em um mundo impulsionado pela velocidade e a conveniência e são estes os fatores que norteiam os desejos de quem consome. Alem disso, as empresas e de um modo geral as pessoas, insistem em não querer perceber a obsolescência de seus negócios ignorando que a técnica segue a tecnologia o que fatalmente acabara gerando um curto circuito que explodirá o negócio. Poucos os que se reinventam conseguem sobreviver, pois segundo Terry, em algum lugar lá fora, ha uma bala de canhão com o seu nome escrito nela, que um concorrente irá atirar e tornar o seu negócio obsoleto. Ser criativo é pensar em coisas novas, entretanto ser inovador é fazer coisas novas e quando a inovação é real, a situação vivida não deve ser confortável. Terry conclui dizendo que o segredo está em fazer mais com menos. As mudanças são inevitáveis, porém, o crescimento é opcional.

Clara Machado

FMI 2012 e o comportamento do consumidor

01 de maio de 2012

Existe um ditado que diz que tudo é maior no Texas, talvez seja uma referência aos grandes chapéus de cowboy, aos grandes vestidos de festas da era próspera do petróleo ou talvez lembre o grande sucesso da cantora Beyoncé, também nascida no Texas. Mas a verdade é que em Dallas, a FMI, hoje revigorada em sua proposta de levar ao seu publico informação e networking, na ensolarada manhã do primeiro dia de maio,  segue com Leslie G. Sarasin, President e CEO da FMI (Food Marketing Institute) que abriu os trabalhos do dia com a missão de apresentar os resultados de recente pesquisa sobre comportamento dos consumidores, o novo cenário do varejo e as maiores tendências do setor varejista de alimentos, tanto na perspectiva dos varejistas, como dos fornecedores. Leslie inicia mostrando o resultado mais significativo, que de fato altera comportamento e o posicionamento dos consumidores: “Eu aceito viver com menos”. Pós crise, assim o consumidor Americano se declara e com este posicionamento acirra a demanda por cupons de descontos que frenetizaram o varejo americano nos últimos tempos. Mas não só de cupons de descontos se fez a mudança de hábitos, ela também residiu na adoção consciente da marca própria pelas famílias americanas, que assim procedem no dia a dia, deixando as marcas tradicionais para situações especiais. Entretanto, vale lembrar que, nessa brecha de mercado, varejistas e fornecedores souberam fazer o tema de casa, atribuindo qualidade aos produtos marca própria. E, como não poderia deixar de ser, veio a tona, a questão da tecnologia, que auxilia o consumidor a economizar tempo e dinheiro gerando para o varejista, o que Leslie denomina  de e-opportunity, ou seja, a capacidade do varejista visualizar oportunidade nesse novo cenário que envolve tecnologia digital e exigências dos consumidores, adaptando-se positivamente. Como marco, sair do gigantesco e passar ao pequeno, ao vizinho e prático, perfaz a grande tendência para as lojas físicas, mas, sobretudo, cabe ao varejista aprender a explorar os vários canais, pois hoje e amanha o varejo será cada vez mais multicanais.

Clara Machado

FMI 2012 – Otimismo, conectividade e ação

Dallas, 30 de abril de 2012

Nem só de paixão, dinheiro, sexo e traições, como na famosa série de televisão americana Dallas vive a cidade.. J.R já é um ancião e a família Ewing não comanda mais a cidade, assim, as novidades da FMI ainda dão o tom do que é moda nesta cidade global, nesse cenário otimista, Bert Jacobs, Chef Executive Optimist da Life is Good abriu a FMI 2012 desafiando o publico presente a construir seus negócios em conectividade com as pessoas, conectando-as emocionalmente. Jacobs buscou nas crianças a inspiração de que precisava para o seu negocio, pois elas nao olham os obstáculos, mas sim as oportunidades e com o Festival de Abóboras, com a competição do Melhor Atleta de Quintal, entre outras inúmeras ações anuais a marca Life is Good, vem congregando milhões de seguidores mundo a fora. Já Don O’Connor President  e CEO da RetailNet Group, instigou a atenta platéia  a responder a pergunta: “Como competir com o varejista digital? Vez que este, e deflacionário? E a receita, infelizmente não e de bolo, não esta pronta, ou escrita, trata-se da construção de uma caminhada inversa, do fim para o inicio, ou seja, de se trazer o futuro para o presente e então avançar com estratégia.

Clara Machado