Neuromarketing e a sua loja

Em meio ao ambiente de puro otimismo, subiu ao palco no auditório do Hotel Bourbon Atibaia, no prosseguimento das atividades da convenção Abras 2012, Amy Africa, especialista em estudos da web e e-commerce, para falar sobre um tema interessante e inovador: o neuromarketing e a influência no comportamento de compra. Amy provocou a plateia, fazendo cada um de nós que lá estavam perceber as essências humanas, as quais muitas vezes passamos ao lado por estarem simplesmente presentes em todos os dias de nossas vidas. Somos preparados para perceber diferenças e mudanças em nosso ambiente – trata-se de uma técnica de sobrevivência – enxergamos melhor imagens do que palavras, vimos rostos em tudo – necessitamos tornar as coisas muito mais humanas, sofremos de pairedolia – buscamos padrões, pois padrões são seguros,  gostamos do que podemos tocar, necessitamos de início e de fim,  reagimos a emoções, criamos falsas memórias, nos distraímos com facilidade, gostamos do que veio primeiro, somos tendenciosos, somos previsíveis, nos afetamos mais pelo medo de perder do que a possibilidade de ganhar e não gostamos do que não conhecemos. Tudo isso está presente no seu site de compras? Tudo isso esta presente na sua loja física? Estas são perguntas, que segundo Amy devemos fazer a nós mesmos, pois ancorado nestas questões reside o sucesso ou fracasso de um e-commerce ou da loja física.

 

1. A pareidolia é um fenômeno psicologico que envolve um estímulo vago e aleatório, geralmente uma imagem ou som, sendo percebido como algo distinto e com significado. É comum ver imagens que parecem ter significado em nuvens, montanhas, solos rochosos, florestas, líquidos, janelas embaçadas e outros tantos objetos e lugares. Fonte: Dicionário Aurélio

A 46a. Convenção ABRAS 2012

Da histórica atuação dos Bandeirantes até os dias atuais, Atibaia, sediou a 46ª Convenção ABRAS. Imponente desde a abertura o evento imprimiu um ar arrojado e impactante, seguido de bons temas para debate. Jeffrey Pfeffer da Graduate School of Business Standford University abriu o seminário internacional falando da importância das pessoas no varejo e as implicações na gestão do capital humano. Jeffrey afirma que para se obter resultados diferentes, coisas diferentes devem ser feitas, mas que para se fazer coisas diferentes, temos que pensar de maneira diferente. Nesse toar, Jeffrey foi co-relacionando vários fatores e questionando a atenta plateia sobre questões como : Será que é preciso ser o primeiro a ter a ideia? O tamanho do negócio e o setor em que está inserido são importantes? Por que a redução de custos muitas vezes não funciona? Seguindo as lições de Porter, Jeffrey menciona que para conquistar uma vantagem competitiva sustentável, temos que fazer algo que seja difícil de ser imitado, no entanto muitas empresas estabelecem programas de reduções de custo, pensando ser esta uma estratégia que as fará gerar uma vantagem competitiva, porém, a maior parte dos esforços de redução de custos são facilmente copiados e a maioria das estratégias de redução de custos deixa de abordar a tarefa de expansão de receitas. Além do mais é necessário estabelecer perspectivas de criação de valor visando a lucratividade e a retenção de clientes, pois é menos custoso manter um cliente existente do que conquistar um novo, mas a retenção de clientes exige a retenção e comprometimento dos colaboradores, tornando assim a rotatividade de colaboradores um custo elevado em relação ao atendimento de clientes, pois vendas baseadas em bons relacionamentos requerem estabilidade. Questões como estas, nos forçam a pensar, sobre o que estamos fazendo para reduzir o turn over no varejo supermercadista brasileiro.