Na semana que passou a FIERGS foi palco para a EXPOAGAS, foram três dias de intensas movimentações pelo pavilhão que abrigou a maior feira supermercadista do Cone Sul. Sem sombra de dúvidas, relacionamento, foi a palavra de ordem neste evento. Nos corredores da feira que acolheu os principais fornecedores do setor, transcendeu o clima das relações, entre varejo e indústria. Os estandes, cuidadosamente decorados, procuraram seduzir o visitante, que logo na entrada se deparava com uma avalanche de frutas. Sim, porque não dizer avalanche? Pois o local estava coberto por milhares de frutas frescas e exuberantes que desenhavam seu contorno com fina estampa. Mais adiante um produtor de derivados do leite, comemorava seus 100 anos de vida desafiando ao público que devorasse nos três dias um queijo de 100 quilos. Além de relacionamentos, a feira também foi gastronômica, de espaço em espaço, era um verdadeiro festival de iguarias e bebidas, tudo a ser degustado por quem lá percorria seus corredores. Mas a feira, também demonstrou preocupação com temas relevantes, promovendo seminários que debateram a logística reversa e o turn over no setor supermercadista. Também, lá esteve presente a tecnologia, marcando presença e levando informação para o setor. A feira que este ano carregou consigo o slogan: “a arte dos bons negócios”, demonstrou a arte dos bons relacionamentos, da boa gastronomia e da boa informação.
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ExpoAgas 2012 – A nossa feira
Nesta semana de 21 a 23 de agosto, acontecerá na FIERGS a 31ª. Convenção Gaúcha de Supermercados, a feira que é uma iniciativa da Associação Gaúcha de Supermercados – AGAS, vem apresentando um crescente desenvolvimento, reunindo ano após ano um número cada vez maior de expositores e de visitantes ligados ao setor varejista. A feira de negócios que tradicionalmente caracteriza-se pela farta e aconchegante exposição de fornecedores do setor industrial de alimentos, também contará com a presença das indústrias de limpeza, higiene e beleza e dos seguimentos pet e construção civil. Os gaúchos serão maioria entre os expositores, com 75% de representatividade, seguidos pelos fornecedores de São Paulo (14%), do Paraná (4%) e de Santa Catarina (4%). Além disso, a Convenção, que tem olhos voltados para a informação, estará proporcionando aos visitantes palestras e seminários.
Diversidade
Diversidade talvez seja a palavra que explica o varejo brasileiro de supermercado, talvez seja também a palavra que defina os brasileiros, pois diversos são nossos hábitos, nossos costumes e diversos são os nossos públicos. Não precisamos percorrer o país do Oiapoque ao Chuí para isso perceber. Há uma diversidade de interesses em cada indivíduo, uns procurando por preços mais baixos, outros por promoções que lhes deem alguma vantagem, outros por qualidade e produtos diferenciados, não importando o quão mais caro possam custar. Há também àqueles que procuram apenas por praticidade, é a diversidade das escolhas, dos desejos e anseios do consumidor. Neste cenário, torna-se imprescindível saber identificar quem é o consumidor que bate a nossa porta, para só então definirmos a atuação a ser desenvolvida no chão de loja. Durante anos o varejo supermercadista dançou conforme a música tocada, ora pela concorrência, ora pelos fornecedores, no entanto neste momento quem toca a música são os consumidores, a batuta gira freneticamente e indistintamente nas mãos dos consumidores das classes A, B, C, D, E, e é para eles que temos que voltar os holofotes. O que fazem, como se movimentam, de onde veem, para onde vão, por que circulam nas redondezas das nossas lojas e o que querem afinal? Estas são perguntas para as quais temos que ter respostas precisas. Certamente, a diversidade nas respostas estará presente e a preferência individual estará ancorada em cada perfil de consumidor, porém, para que haja resultado, este perfil deverá interagir com a loja e a atmosfera que ela proporcionar. Este será o diferencial, ou melhor, a grande vantagem competitiva.
Voltamos ao debate: Varejo tradicional ou digital?
Este tema tem sido alvo de muitas indagações, dúvidas e até certo ponto vem demonstrando uma dose de ansiedade ou inquietação por muitos dos envolvidos com a atividade do varejo. Quando começo a refletir sobre este assunto, de imediato, me vem à mente as palavras de Terry Jones da Kaiaki e mentor da Travelocity, primeira agencia de turismo “.com” da América. Terry afirma que o empresário, seja ele varejista ou fornecedor não aprendeu a relacionar-se com o seu cliente, vivemos hoje em um mundo impulsionado pela velocidade e a conveniência e são estes os fatores que norteiam os desejos de quem consome. Alem disso, as empresas e de um modo geral as pessoas, insistem em não querer perceber a obsolescência de seus negócios ignorando que a técnica segue a tecnologia o que fatalmente acabará gerando um curto circuito que explodirá o negócio. Poucos são aqueles que se reinventam e conseguem sobreviver, pois segundo Terry, ser criativo é pensar em coisas novas, no entanto ser inovador é fazer coisa novas, as mudanças são inevitáveis, porém, o crescimento é opcional. Pois bem, nessa linha de raciocínio, o “novo” assombra, apavora e desestabiliza a rotina, situação um tanto curiosa, pois o varejo, conhecido por ser o mais veloz dos setores, vem imprimindo sua velocidade na rotina, sem contudo, depositar um “olhar” para o que pode ser feito de diferente. Quando a tecnologia bate à porta, a transformação é inevitável, lembram dos velhos discos de vinil? Da mesma forma, o dinheiro que já foi de papel, hoje é de plástico e amanhã será materializado via bluetooth através da ajuda de um smartphone. São transformações como estas que estão latentes nas nossas lojas físicas e necessitam aflorar, para se integrar ao novo, ao digital e a tudo aquilo que os avanços tecnológicos trazem em via de mão única.
Varejo Tradicional ou Digital?
Marketing Experencial
O Marketing Experiencial é o mais novo conceito que circula entre os mercados mundiais, fundamentado na experiência de compra, tem como pilares as sensações, a emoção e o hedônico. Para discutir este tema, a FACCAT realizará um curso de extensão em formato EAD, onde eu estarei trabalhando variadas ferramentas do marketing tradicional adaptadas para o marketing experiencial visando compreender e desenvolver as experiências de compra, experiências de marca e a abordagem sensorial e afetiva do consumo.
Para maiores informações, basta acessar o link:
Varejo tradicional ou Digital? Venha conferir dia 16 de julho no SENAC!
Rotatividade de pessoal e os quatro pilares estratégicos
Em tempos de economia aquecida, quando as oportunidades batem à porta dos capacitados, seria de se imaginar todos os setores econômicos isentos, ou pelo menos não tão afetados pelos sobressaltos do turn over (rotatividade de pessoal), porém, essa não é a realidade que vem à tona no varejo em geral. O turn over ou rotatividade de pessoal tem sido palco de muitas das preocupações dos empresários ligados ao varejo.
Mas, onde reside o foco do problema? O foco, talvez não seja único, pois recrutar, selecionar, contratar e manter demandam muitas frentes com variados focos. Vislumbra-se, um cenário, com quatro pilares fundamentais: o recrutamento e seleção, a capacitação, o clima organizacional e a gestão orientada para a manutenção e engajamento dos recursos humanos.
Que tal então, começarmos pela porta de entrada? A porta de entrada das empresas atuantes no varejo se dá pela forma com que buscamos os profissionais no mercado e para se obter êxito, esta busca deve obedecer a critérios de recrutamento e seleção de pessoal adaptados e orientados para o “chão de loja”.
Entretanto, não é suficiente, apenas recrutar e selecionar de forma orientada para o “chão de loja”, é preciso muito mais esforços conjuntos para se alcançar o objetivo da redução do turn over, passando pela capacitação destes recursos de forma holística. Neste sentido, já no inicio deste ano, Gerd Wolfram – Diretor da Metro Systems, em seminário realizado na NRF 2012 afirmou que o maior desafio é o processo de treinamento das pessoas, de absolutamente todos os colaboradores, pois na visão dele é fundamental tornar as pessoas cientes das tendências e dos novos processos que envolvem as lojas como um todo.
Porém, de nada adiantam essas medidas, ainda que indispensáveis, se não houver um bom clima organizacional. Assim como passamos horas de nossos dias, planejando e pensando nos nossos clientes externos, devemos dedicar, tempo igual para os nossos clientes internos. E, ai, devemos depositar nossos esforços no endomarketing, área aplicada do marketing que é responsável pelo desenvolvimento de ações de integração, divulgação e engajamento do lado de dentro das organizações.
A par disso tudo, o quarto pilar reflete uma importância ainda maior no processo de redução do turn over, trata-se da gestão orientada para a manutenção e engajamento dos recursos humanos. Os gestores devem ter em mente a precisão cirúrgica da sua participação neste processo, perfazendo-se plenamente engajados com os objetivos e preliminarmente capacitados para este fim, como verdadeiras peças integrantes de uma engrenagem que é a mola propulsora para a redução do turn over.
Varejo tradicional ou digital?
Recentemente nos EUA foram realizadas pesquisas sobre o comportamento dos consumidores, o novo cenário do varejo e as maiores tendências do setor varejista, tanto na perspectiva destes, como dos fornecedores e os achados apontaram para um resultado mais significativo, que de fato altera comportamento e o posicionamento dos consumidores: “Eu aceito viver com menos”. Pós crise, assim o consumidor Americano se declara e com este posicionamento acirra a demanda por cupons de descontos que frenetizaram o varejo americano nos últimos tempos. Mas não só de cupons de descontos se fez a mudança de hábitos, ela também residiu na adoção consciente da marca própria pelas famílias americanas, que assim procedem no dia a dia, deixando as marcas tradicionais para situações especiais. E, como não poderia deixar de ser, veio a tona, a questão da tecnologia, que auxilia o consumidor a economizar tempo e dinheiro gerando para o varejista, o que se denomina de e-opportunity, ou seja, a capacidade do varejista visualizar oportunidade nesse novo cenário que envolve tecnologia digital e exigências dos consumidores, adaptando-se positivamente.
A par dos EUA, o ápice dos debates mundiais se concentram atualmente no avanço inevitável da tecnologia rumo ao chão de loja e o anseio do novo consumidor em relação à praticidade e celeridade. As novas mídias e suas múltiplas facetas devem ser desvendadas pelo varejo e indústria para delas se extrair os melhores benefícios para o negócio, os novos formatos das lojas físicas e suas propostas também devem estar em plena sintonia com as mídias empregadas para gerar efetivo valor, valor este de interação e intimidade com o cliente.
No Brasil, não é diferente, já estamos efetivamente vivendo estes novos tempos e também aqui, os consumidores estão buscando estes mesmos valores. Vivemos em um mundo impulsionado pela velocidade e a conveniência onde o que pode muitas vezes parecer óbvio como os badalos de sinos, cujos sons já conhecemos, contem mistérios ainda não desvendados que nos conduzirão por caminhos que inevitavelmente teremos que aprender a percorrer.
Infelizmente não estamos falando de uma receita de bolo, pois não esta pronta, ou escrita, trata-se da construção de uma caminhada inversa, do fim para o inicio, ou seja, de se trazer o futuro para o presente e então avançar com estratégia.
Derivando-se deste tema, latente, se renova a pergunta: qual será o futuro das lojas físicas?
Em resposta a essa pergunta, experientes varejistas de todo mundo se voltaram para o que há de melhor e mais moderno na compreensão da experiência do consumidor intermediada por iniciativas de TI com o objetivo de incrementar as vendas e as margens de lucro. Permitindo experiências de compra transformadoras: As lojas precisam ser cada vez mais atrativas e convenientes aos clientes e a integração da loja física com o e-commerce é um caminho de mão única. Assim, para se ter sucesso é preciso ter em mente que novas tecnologias devem apoiar o modelo central do negócio e identificar este ponto talvez seja um dos desafios a ser enfrentado pelos lojistas. Entretanto, o maior de todos os desafios é o processo de treinamento das pessoas. O treinamento é fundamental, tornar as pessoas cientes do novo processo, do novo modelo de negócio que engloba o atendimento na loja física, tanto do operador de caixa, quanto do auxiliar do almoxarifado e expedição que irá selecionar e expedir as compras feitas através do e-commerce é a chave do sucesso do empreendimento. De nada adianta o investimento em TI se o processo não for entendido por inteiro pelo colaborador.
Como marco, sair do gigantesco e passar ao pequeno, ao vizinho e prático, perfaz a grande tendência para as lojas físicas, mas sobretudo, cabe ao varejista aprender a explorar os vários canais, pois hoje e amanhã o varejo será cada vez mais multicanal.
O lado doce de Quebec
Montreal 05 de maio de 2012
Maple tree, Acer, ou ainda Plátano bastardo (pseudoplatanus) é a árvore nacional do Canadá que cresce em regiões de solos inclinados e próximos a rios em invernos rigorosos, estas árvores, que na sua maioria somam mais de 100 anos de idade e cuja folha é o símbolo maior do Canadá, são aproveitadas pela sua seiva, extraída e fervida para produzir o famoso xarope de maple. A partir do xarope e possível produzir uma linha muito diversificada de produtos, que vai desde o xarope propriamente dito, ideal no acompanhamento de panquecas, sorvetes e carnes ate manteigas, biscoitos, e açúcares capazes de substituir o açúcar tradicional, adoçando cafés e chás de forma 100% natural, tudo isto, acrescido do polifenol que contém, agrega forte atividade antioxidante. Todas essas qualidades e diversidades de produtos que se pode obter a partir do xarope de maple, se encaixam perfeitamente nos novos formatos de loja, estilo gourmet, onde especiarias e produtos diferenciados roubam a cena. O foco deste tipo de loja e justamente atender requintados paladares ávidos por novidades e bem estar. Quebec que responde por 80% da produção de xarope de maple do mundo, vislumbra no Brasil um comprador potencial de seus derivados que são finamente embalados, estão em sintonia com as tendências de consumo de produtos naturais e, por certo ficariam muito bem expostos em nossas lojas gourmet.
Clara Machado








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