Design emocional

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Quem nunca se pegou desejando algum produto que nem mesmo sabe muito bem para que serve, mas achou lindo e precisa ter em casa?

Ou,

Quem nunca achou que aquela máquina de café toda bonitinha é mais fácil de usar do que aquela outra menos atraente? Quem nunca se inspirou em uma roupa?

 “Seres humanos respondem socialmente às suas interações com máquinas. Buscam sempre alguma metáfora que ligue aquela tecnologia ao contexto social em que vivem”. Em se tratando de design emocional, aquela velha máxima de Descartes “penso, logo existo” deve ser trocada nos dias de hoje por “sinto, logo existo”. Isso porque, enquanto o mundo dos negócios atende a lógica das coisas, o mundo do consumidor é absolutamente orientado pela emoção em adquiri-las (ou não).

Razão ou emoção?

neurologia

Crescemos aprendendo a controlar nossas emoções, aprendendo a sermos racionais. Assim, “pensamos” que decidimos nosso dia a dia, racionalmente. Jonah Lehrer em seu livro “O momento decisivo – O funcionamento da mente humana no momento da escolha” desconstrói o mito da racionalidade, demonstrando que em alguns momentos as melhores decisões são tomadas com base na emoção. A neurociência vem confirmando que razão e emoção são interdependentes, que a capacidade de lidar com sentimentos e expressar emoções são formas de desenvolver a inteligência emocional que reconhece e valida sentimentos presentes nas tomadas de decisão. O neurocientista Antonio Damasio concluiu em seus estudos que um cérebro que não consegue sentir, não pode decidir. Criamos desculpas racionais para dificuldades emocionais e decidimos com base em experiências únicas que vivenciamos. As decisões de consumo seguem a mesma lógica interdependente, que fortalece o conceito de proporcionar ao cliente a melhor experiência de compra, a experiência memorável.