Diversidade

Diversidade talvez seja a palavra que explica o varejo brasileiro de supermercado, talvez seja também a palavra que defina os brasileiros, pois diversos são nossos hábitos, nossos costumes e diversos são os nossos públicos. Não precisamos percorrer o país do Oiapoque ao Chuí para isso perceber.  Há uma diversidade de interesses em cada indivíduo, uns procurando por preços mais baixos, outros por promoções que lhes deem alguma vantagem, outros por qualidade e  produtos diferenciados, não importando o quão mais caro possam custar. Há também àqueles que procuram apenas por praticidade, é a diversidade das escolhas, dos desejos e anseios do consumidor. Neste cenário, torna-se imprescindível saber identificar quem é o consumidor que bate a nossa porta, para só então definirmos a atuação a ser desenvolvida no chão de loja. Durante anos o varejo supermercadista dançou conforme a música tocada, ora pela concorrência, ora pelos fornecedores, no entanto neste momento quem toca a música são os consumidores, a batuta gira freneticamente e indistintamente nas mãos dos consumidores das classes A, B, C, D, E, e é para eles que temos que voltar os holofotes.  O que fazem, como se movimentam, de onde veem, para onde vão, por que circulam nas redondezas das nossas lojas e o que querem afinal? Estas são perguntas para as quais temos que ter respostas precisas. Certamente, a diversidade nas respostas estará presente e a preferência individual estará ancorada em cada perfil de consumidor, porém, para que haja resultado, este perfil deverá interagir com a loja e a atmosfera que ela proporcionar. Este será o diferencial, ou melhor, a grande vantagem competitiva.